Janela do meio do ano marcará metade da 'Era Duílio' no Corinthians com mudança de postura
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Há poucos dias da abertura da janela de transferências do meio do ano, o Corinthians se vê em uma condição diferente para agir no mercado em comparação à temporada passada.
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A atual administração do clube alvinegro, que é presidido por Duílio Monteiro Alves, se encontra na metade do período à frente da instituição colhendo os frutos de decisões tomadas nos primeiros meses.
O Timão segue com uma dívida total alta, superior aos R$ 900 milhões, mas o processo de profissionalização em gestão desde o primeiro semestre, com a parceria com a Falconi – empresa de consultoria financeira, auxiliou que o clube iniciasse um processo de ajuste no caixa e conseguisse trabalhar o investimento no futebol dentro da realidade, por meio de análises de custos, mercado e necessidades internas.
Para isso, nos primeiros seis meses da ‘Era Duílio’ o Corinthians não teve contratações. A ideia era utilizar os jovens da base, tentando ao máximo espremer talentos que chegassem correspondendo ao elenco profissional, algo que não deu certo a curto prazo, mas tem mostrado o seu valor no compasso em que garotos vêm se desenvolvendo, casos dos zagueiros João Victor e Raul Gustavo, do lateral-esquerdo Lucas Piton, do atacante Adson, entre outros.
Ainda assim, se entendeu, no meio do ano passado, que o Timão precisava se reforçar. O clube, então, partiu ao mercado em busca de peças experientes, mas, acima de tudo, livres de contrato com outras agremiações.
O Corinthians não tinha receita para pagar multas rescisórias ou fazer investimentos de aquisição de atletas. A alternativa era até subir um pouco o padrão salarial, mas sem ter que aportar dinheiro para compra de ativos. E foi isso que aconteceu. Chegaram ao Corinthians sem custo algum nomes como Giuliano, Renato Augusto, Róger Guedes e Willian.
E mesmo tendo alavancado a folha salarial, a direção corintiana também conseguiu se desfazer de alguns jogadores que não estavam nos planos. Essas transações foram feitas por meio de empréstimos a outros clubes ou até mesmo através de rescisão amigável, como foi o caso do meia Camacho, que saiu para acertar com o Santos.
Houve superavit nas contas do ano passado e primeiro trimestre deste ano, a parte administrativa tem sido controlada, as dívidas reduzidas a passos mais lentos e com um serviço de consultoria em gestão que garante que o Corinthians está no caminho correto em seu procedimento de gestão, o clube alvinegro vem com uma postura diferente no mercado deste meio do ano.
Se há um ano a diretoria do Timão usava a estratégia de ir para cima de jogadores que chegariam para assumir a titularidade, mesmo sem custos, agora a tendência é que a iniciativa seja outra, mais precisa em pontos que necessitam de reforços de forma crucial.O ataque, por exemplo, é um dos setores mais importantes para que o Corinthians reforce, principalmente após a rescisão polêmica de Jô.
Outra mudança de postura está na movimentação do Timão em possíveis braços de ferro, principalmente em relação às equipes nacionais. Ainda sem loucuras, mas o Corinthians entende que pode entrar na briga com outro time caso um atleta que o interesse esteja disputado. Porém, isso só será feito pelo clube alvinegro em último caso.
No caso das saídas, os corintianos entendem que, pelo menos, mais um atleta precisa deixar o clube, para que a meta de vendas seja atingida, algo que passou muito longe no ano passado.
Neste ano, a negociação do meia Ederson ao Salernitana-ITA, e do atacante Gabriel Pereira ao New York City-EUA já renderam R$ 66 milhões ao Timão.
A venda do zagueiro Bruno Méndez ao Internacional, clube no qual o defensor uruguaio já está emprestado, pode acrescer algo em torno de 3 milhões de dólares (R$ 15,1 milhões, na cotação atual) aos cofres corintianos, mas, ainda assim, mais um atleta muito possivelmente será vendido.
Os zagueiros João Victor e Robert Renan atraem o mercado europeu, com clubes do Portugal e Inglaterra interessadas. O meia Du Queiroz está sendo monitorado por equipes do Velho Continente, mas é responsável por um setor carente no Corinthians. Por isso, a diretoria corintiana muito dificilmente liberará o camisa 37.
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